sexta-feira, 18 de junho de 2010

Os Donos da feira

No Brasil, o pastel é um dos produtos mais consumidos em todas as regiões. O produto apareceu inicialmente em São Paulo, entre os descendentes japoneses, por volta da década de 40.



Em Belo Horizonte, a primeira pastelaria foi criada nos anos 50 e funcionava no antigo abrigo de bonde de Santa Tereza, atual Mercado das Flores.

bem bem

O que interessa mesmo é que ninguém vaia feira sem experimentar ao menos um  pastelzinho. E a tradição na nossa cidade é das melhores, basta ir a feira e conferir.




Pessoas circulando no início da feira

PEIXES E CARNES FRESCOS

As feiras tem preços mais baixos segundo o resultado da nossa pesquisa e ainda leva uma vantagem segundo nossos consumidores, tudo é mais fresco e não  só as frutas.
As carnes, peixes...são frescos e ao contrário do que acontecia antigamente não são mais expostos e vendidos produtos estragados..pelo menos não na nossa feira^^


Ao lado vemos os peixes conservados



















Peixeiro exibindo o produto para as fotos

Vem madame, vem maurício, vem atriz pra comprar comigo...

Layout

Pudemos encontrar na feira uma organização admirável e a montagem do layout com os produtos rendeu bonitas fotos.

Aqui encontramos dois exemplos de estética perfeita, o que foge muito da imagem de bagunça que muitas pessoas tem das feiras livres.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ishio Sato e amigos

Os Marreteiros

Os marreteiros são os chamados vendedores ambulantes não legais.Eles estão presentes em praticamente todas as feiras.
Nessa feira que visitamos encontramos uma figura que com certeza está entre as mais marcantes  e justamente um marreteiro.Falaremos mais dessa figura depois, mas aqui quero falar que por mais simpática que seja a pessoa , essa prática não é permitida e alguns trabalham ali sem atrapalhar o bom andamento da feira mas muitas vezes esse marreteiro acaba por empatar o transito dos consumidores.

Encontramos uns três vendedores desse tipo na feira de Cumbica.Os feirantes lá convivem de maneira tranquila com eles mas relembro aqui que eles não fazem parte da contagem oficial de vendedores na feira.
Lembramos que marreteiro é uma gíria para picareta ou malandro e podemos fazer essa ligação com esses ambulantes que trabalham fora dos trâmites legais^^

Barraca do Renato.

A barraca do Renato (32) conta com sua esposa Eunice e Tarciso o filho.
Ele possui primeiro grau completo e costuma chegar as 4h 30 da manhã e diz que o horário de maior movimento é entre 10h00 e 13h00.
Não encontrou nenhuma curiosidade que pudesse dizer no momento. Está nessa feira há quatro anos e sempre trabalhou com verduras.
De forma bem humorada cutuca verbalmente os marreteiros que sempre estão presentes nas feiras.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

PS: Pontas de feira.

Pontas de feiras são comuns em todas as feiras aqui nessa imagem temos um exemplo de feira não oficial autorizada.
Parece um paradoxo mas e permitido pelos fiscais de muitas feiras desde que eles não atrapalhem o andamento da feira tradicional. No caminhar da feira podemos perceber que as duas pontas de feira chegam a emparelhar em tamanho com a feira oficial.
A fiscal nos esclareceu que não há hostilidade entre os que trabalham em feira oficial e os pontas de feira.

Oscar Tatsuo

Aqui conhecemos um integrante da diretoria do sindicato dos feirantes Oscar Higa de 54 anos .
Ele nos disse que sua barraca passa de geração a geração.Esta na feira há mais de vinte anos e já trabalhou com bananas, verduras, cereais, frutas, legumes...
Chega sempre as 5h:30 esperando os fregueses que segundo ele chegam mais cedo.

Atualmente vende verduras e todos seus produtos ele adquire no Ceagesp.
Comentou com a gente sobre certas ideias que tem para tornar melhor o atendimento na feira, como implantação de compras on line na feira para que assim como acontece nos supermercados os clientes pudessem comprar sem sair de casa.
Também tornou de nosso conhecimento que anda pensando em atender os consumidores via celular.






Bem, Oscar esta na feira por que a família sempre esteve no ramo , possui ensino médio completo e  técnico não especificado na entrevista.  Mostrou certo receio de que falássemos algo de negativo do sindicato. Em sua barraca trabalham dois funcionários Leandro de 22 anos e Jack de 33, um deles registrado, alem de Dona Tatsuo que e da família.


Abaixo na ordem Jack, Seu Oscar e Leandro

Na imagem de cima um exemplo do layout da feira de Oscar e abaixo a senhora Tatsuo de 72 anos escolhendo o produto a ser exposto
Abaixo a olhadinha basica de Dona Tatsuo


A Barraca do Tião

Aqui nesse espaço falaremos um pouco da "Barraca do Tião".Wander Dias herdou a barraca de seu pai o Tião que dá nome a barraca.
Wander tem 44 anos e estudou até a quarta série, com ele trabalha o ajudante Tadei de 35 anos.Começaram com condimentos mas na busca por mais opções de venda foram adicionando produtos a sua barraca.
Hoje vendem variedades, como panelas, vasilhames,entre outras coisas.Fazem seis feiras na semana e costumam chegar as 4h da manhã tendo como o maior horário de vendas o aproximar de meio dia.
Além das vendas eles também consertam panelas.
Demonstraram simpatia em nos atender.










Da esquerda pra direita, Tadei, Seu Tiao , Wander

terça-feira, 15 de junho de 2010

A clientela e vasta eu sei...

Quem será o Masskato, quem será o Tatu...

Masskato e Tatu (bananas)

Nosso quarto entrevistado esta há sete anos na feira , seu nome e Charles Massakato e trabalha junto de Ronaldo mais conhecido como Tatu.A barraca pertence ao irmão e eles trabalham seis dias por semana folgando apenas nas segundas feiras o que e comum para a maioria dos feirantes.
Na barraca se vende apenas bananas e o horário da famosa pegada acontece entre onze horas e meio dia.
Massakato possui o ensino médio completo e tem Tatu como funcionário há um ano.
Diz que possui alguns clientes fieis mas não quis especificar quais
abaixo Tatu e Ronaldo Massakato em foto.

Dona Nivalda

Dona Nivalda também não permitiu que tirássemos uma foto dela mas nos contou um pouco sobre ela.
Meio contrariada nos disse sua idade que segundo a mesma e 63.
Não sabe escrever por que segundo ela a mãe lhe dizia que escrever era coisa somente para os homens aprenderem.Esta na feira há vinte anos sempre trabalhando com temperos e os compra no Mercado Ceagesp em São Paulo.
Quando mais nova se dizia mais exibida mas agora se acha tímida demais pra tirar fotos


Obrigado Dona Nivalda

Pessoal da Tapioca

Aqui ao lado temos Walmir (30 ) e Cristiano F Santos(21) respectivamente.

Começaram vendendo tapioca e depois de algum tempo começaram vender acaraje na mesma barraca.Estão no ramo há aproximadamente dez anos  e alem da barraca aqui apresentada na imagem eles possuem outra banca em outra feira onde trabalham mais duas pessoas, todas da família.
Costumam chegar as 8:00  e segundo eles a situação esta na boa.
Eles mesmo produzem o que vendem.

Senhor Enoque

Aqui apresentaremos um resumo do que conseguimos coma entrevista com os feirantes na feira de Cumbica.Cabe dizer aqui que todos que entrevistamos nos receberam muito bem, sem exceçao nos trataram muito bem mesmo em meio a correria caracteristica das feiras.
O primeiro entrevistado nos apresentamos aqui.
Entrevistamos o senhor Enoque de 41 anos de idade que não nos autorizou tirar fotos.
O Senhor Enoque esta nessa feira há dez anos,denomina sua barraca de Sempre Pastel e na sua barraca como de costume alem dos  já tradicionais pasteis o refrigerante.
A produção da massa e própria.Em sua barraca trabalha mais três pessoas sendo todas de família.Todos chegam entre seis e quarenta e sete da manha.
Segundo o dono da barraca o horário de maior movimento  e onze horas da manha durando ate meio dia.
Acho que algumas pessoas se lembram que não era raro termos que invadir as barracas para nos desviar de automóveis que insistiam em passar nas ruas em que aconteciam as feiras, em 1994 em Guarulhos e definida a lei em que se proíbe o transito de automóveis nos locais de realização das feiras.
Alivio para os consumidores e feirantes.No mesmo ano  a se promulga a lei que diz que os feirantes terão que ter sua própria banca e também as feiras terão a divisão entre oficiais e experimentais atendendo assim a renda e classes sociais exigência dos consumidores e potencial de comercio das feiras.
Outra boa resolução foi criar multas para os feirantes que acabam por utilizar produtos estragados ou vencidos.






(Nos pela manha indo para as pesquisas)

Algumas das principais leis sobre feiras livres na cidade de Guarulhos

Aqui mostraremos algumas das mudanças que ocorreram nas feiras da cidade em razão da criação de leis para tornar mais organizada o processo das feiras livres.

Em 1973 e permitida a venda de carnes e vísceras nas feiras livres  , Muitos anos depois em 1992 fica permitido aos menores de idade o oficio de fazer cargas nas feiras, claro que isso tinha que ser autorizado pelo responsável do menor e ser compatível com seu horário de aulas.
No ano seguinte e criada a feira livre no Parque Continental para atender a comunidade.

Em 1993 e oficializada a lei em que proíbe os ambulantes de montarem barracas em locais não pré determinados.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se pesquisarmos na internet não é difícil achar matérias de quem diga que aqui em Guarulhos as feiras livres são tão tradicionais que se pode acreditar que elas surgiram aqui.
Os feirantes da cidade são do ramo de longa data, e pela nossa aproximação pudemos perceber que conhecem bem o ofício.
ok ok essas são as verdadeiras
Os produtos mais populares da feira
A partir de agora vamos a base de toda a pesquisa que é falar das feiras livres em Guarulhos mais especificamente a feira realizada em Cumbica.

Há mudanças nas feiras a todo momento se antes a gritaria era generalizada agora nesse aspecto está tudo bem mais "light' por assim dizer.Os espaços antes dominados por frutas e legumes agora se apertam ao lado de barracas que vendem roupas, sandálias , panelas e outros utensílios.

Essas feiras são passagens para todos os tipos de gostos e pessoas, sendo caracterizada principalmente pela simpatia das pessoas.

feiras livres em Sao Paulo

Em 1948, há uma expansão das Feiras Livres, quando o prefeito Paulo Lauro, por meio de Lei, determina a instalação de, pelo menos, uma feira semanal em cada subdistrito ou bairro da cidade.




No ano de 1953, é permitida a comercialização de artigos de pequena indústria caseira, exclusiva de instituições de caridade.



Através do Decreto nº 5.841, de 15/04/1964 - um dos mais detalhados e completos elaborados pela Prefeitura do Município de São Paulo -, as feiras foram reorganizadas, ordenando-se a forma de sua criação, suas dimensões, disposição das bancas por ordem cronológica e ramo de comércio e dividindo-as nas categorias Oficiais e Experimentais.



Em 1974, o Decreto nº 11.199, de 02/08/74, dispõe que as Feiras Livres têm caráter supletivo de abastecimento. É determinada a utilização de equipamentos isotérmicos especiais para a venda de aves abatidas, miúdos e pescados, bem como o uso de uniformes pelos feirantes.



A partir de então, elas são estruturadas dentro de moldes, sendo o Município de São Paulo pólo gerador de "know-how" para as demais regiões do país, as quais ocorrem à P.M.S.P., visando a implantação de estruturas semelhantes, por sua funcionalidade, organização e baixo custo de implantação.



As Feiras Livres são grandes fontes de empregos e escoamento da produção de hortifrutigranjeiros, além do tradicional comércio de pescados.



O acondicionamento e recolhimento de lixo, decorrente das atividades desenvolvidas pelos feirantes, foi normatizado pela Lei nº 10.315, de 30/04/87, e pelo Decreto nº 35.028, de 31/03/95.
As feiras livres funcionam no Município de São Paulo desde meados do século XVII, haja vista a ocorrência de uma certa oficialização para venda, em 1687, de "gêneros de terra, hortaliça e peixe, no Terreiro da Misericórdia".




No início do século XVIII, nota-se a distinção entre alguns ramos de comércio: aparecem as lojas ou vendas, onde se comprovam fazendas (tecidos) e gêneros alimentícios não perecíveis, e as quitandas, que ofereciam verduras e legumes.



Em fins do século XVIII e começo do século XIX, estruturam-se as feiras fora da cidade, nos locais de pouso de tropas, ou um início de mercado caipira e a Feira de Pilatos, no Campo da Luz, estabelecida pelo então Governador Melo Castro de Mendonça.



Essa primeira existência é a que mais se assemelha às feiras de nossos dias. Em 1914, foi criada a Feira Livre por meio do ato do Prefeito Washington Luiz P. de Souza, não como projeto novo, mas sim como o reconhecimento oficial de algo que já existia, tradicionalmente, na cidade de São Paulo.



A primeira Feira Livre oficial, realizada a título de experiência, contou com a presença de 26 feirantes e teve lugar no Largo General Osório. A segunda realizou-se no Largo do Arouche, com 116 feirantes, e a terceira foi no Largo Morais de Barros.



Em 1915, elas somavam um total de 7 feiras, sendo duas no Arouche, duas no Largo General Osório e as demais no Largo Morais de Barros, Largo São Paulo e na Rua São Domingos.





O prefeito Antonio Carlos Assumpção, através do Ato nº 625, de 28/05/34, reorganiza as Feiras Livres e abre a comercialização de produtos não alimentícios. Incute no feirante a ética profissional, introduzindo nos trabalhos por eles efetuados noções de higiene.

sábado, 12 de junho de 2010

Aqui começamos uma parte importante de uma história que marcará nossas vidas.Nesse projeto colocamos nosso tempo e disposição muitas vezes adormecida.
Colocamos diferenças a prova mas mesmo assim os conflitos surgiram por que trabalhar em grupo é uma prova de choque.Os humanos são assim mesmo, quando suas opiniões tem que ser divididas entram em conflito e está aí todo fascínio e dificuldade de se lidar com outras pessoas.
Não podemos dizer que o processo até aqui foi fácil, muitas vezes deixou de ser prazeroso mas cremos que depois veremos que o crescimento aconteceu e bem o grupo aqui apesar das dificuldades enfrentas e (um celular que sumiu hehe) espero aqui superar as expectativas.

O grupo ^^